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Entrevista a Carlos Amado da Silva

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FBR: Como vê a realidade do Rugby de Praia em Portugal?

CAS: Infelizmente não creio que se tenha desenvolvido tanto quanto seria desejável e até expectável. Na verdade as condições naturais de que dispomos e a adesão dos jovens a esta variante deveriam traduzir-se numa maior actividade nas nossas Praias  que, de Norte ao Sul,  poderiam acolher Torneios de uma forma organizada

 

FBR:  Que papel acredita desempenhar o Figueira Beach Rugby que celebrou 10 anos em 2019, no cenário do Rugby Nacional?

CAS: O Figueira Beach Rugby é uma referência nacional e europeia que não tem similar no nosso País. Ao longo de dez anos tem vindo progressivamente a melhorar a qualidade, tanto organizativa como desportiva, sendo um exemplo que muito gostava que fosse replicado por outros.

 

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FBR: O Beach Rugby a nível global salvo esporádicas situações, é visto como uma forma de findas as épocas desportivas os atletas poderem de uma forma mais lúdica manter a forma e socializar. Acredita que este é o espaço destinado ao Beach Rugby ou que à semelhança de outras variantes de praia de outros desportos, poderá evoluir para uma semi ou até total autonomia e profissionalização?

CAS : Não me parece ser possível alterar muito o espírito e a prática do Beach Rugby no nosso País, num País onde não há competição profissional em qualquer variante nem me parece que haja estímulos materiais bastantes que permitam alterar a situação no curto prazo. Não significa que não gostasse que tal acontecesse e até acredito que num futuro tal possa vir a acontecer até porque sei que há vontade de alguns Países com grande  poder económico em que essa ideia vá para a frente.

 

36498705_1497468503691156_1108707848541437952_nFigueira Beach Rugby 2018 Finals CDUL (PT) vs Minots (FR)

 

FBR : Algumas Federações de Rugby de outros Países demonstram alguma resistência ao reconhecer e apoiar o Rugby de Praia, sendo o caso mais evidente a Federação Francesa, que apenas reconhece a versão “Touch”. Tem alguma opinião sobre este tema?

CAS : Tive ocasião de há uns anos atrás, numa reunião  realizada em França, manifestar a minha opinião – que mantenho – lamentando que a Federação Francesa não permita as placagens que , no meu entender, são um gesto essencial no jogo. Compreendo, com algumas reservas,  que nos miúdos ou , sobretudo, nos veteranos se dispense a placagem ,mas apenas por uma questão de segurança. Essa  questão não se põe já que a generalidade dos jogadores que se apresentam nos jogos de beach rugby estão fisicamenter preparados para a competição…

 

FBR : Como Presidente da FPR há algo que gostaria de ver concretizado relativamente ao Rugby de Praia?
CAS : Como há muito defendo, gostaria de ver consolidado um Torneio Nacional com quatro ou cinco Etapas, tendo , como se sabe, desafiado publicamente empresas que queiram assumir essa aventura….

 

FBR : Acredita que este ano ainda veremos Rugby de Praia nas Praias Portuguesas?

CAS : Esse é o meu desejo mas, infelizmente tenho sérias dúvidas…

 

FBR : Que mensagem gostaria de deixar a todos os amantes do Rugby ?

CAS : Nestas horas difíceis , antes de mais, temos que ser exemplares no cumprimento das orientações das Autoridades Sanitárias como o primeiro passo para retomarmos a nossa actividade quotidiana e, posteriormente, os treinos e a competição. Antes porém , sem ansiedades mas com prudência e determinação, que sejamos generosos com todos os que precisam do nosso auxilio e não nos refujiemos no egoísmo para que a sociedade moderna nos teima a empurrar.

Há muita gente em dificuldade. Sejamos solidários.

 

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ENG VERSION

 

FBR : How do you see the reality of Beach Rugby in Portugal?

CAS :  Unfortunately, I don’t think it has developed as much as it would be desirable and even expected. In fact, the natural conditions that we have and the adhesion of young people to this variant should translate into a greater activity in our Beaches that, from North to South, could host Tournaments in an organized way

 

FBR : What role do you believe Figueira Beach Rugby will play, celebrating its 10th anniversary in 2019, in the national rugby scene?

CAS :  Figueira Beach Rugby is a national and European reference that has no similar in our country. Over the course of ten years it has been progressively improving quality, being an example that I would very much like to be replicated by others.

 

FBR : Beach Rugby at a global level, except for sporadic situations, is seen as a way to end the sporting seasons so athletes can, in a more playful way, keep fit and socialize. Do you believe that this is the role destined for Beach Rugby or that, like other beach variants of other sports, it could evolve into a semi or even total autonomy and professionalization?

CAS : I do not think it is possible to change the spirit and practice of Beach Rugby in our country, in a country where there is no professional competition in any variant, nor do I think there are enough material stimuli to change the situation in the short term. It does not mean that I would not like this to happen and I even believe that in the future it may happen, because I know that there is a will in some countries with great economic power that this idea goes forward.

 

FBR : Some Rugby Federations from other countries show some resistance when recognizing and supporting Beach Rugby, the most evident case being the French Federation, which only recognizes the “Touch” version. Have an opinion on this topic?

CAS :  I had the opportunity a few years ago, at a meeting held in France, to express my opinion – which I maintain – regretting that the French Federation does not allow the tackles that, in my opinion, are an essential gesture in the game. I understand, with some reservations, that kids or, above all, veterans do not need to tackle, but only for safety reasons. This question does not arise since most players who play beach rugby games are physically prepared for the competition.

 

FBR :  As President of FPR, is there anything that you would like to see accomplished in relation to Beach Rugby?

CAS : As I have been arguing for a long time, I would like to see a National League consolidated with four or five stages, having, as is known, publicly challenged companies that want to take on this adventure….

 

FBR : Do you believe that this year we will still see Beach Rugby on Portuguese Beaches?

CAS : This is my wish but, unfortunately, I have serious doubts …

 

FBR : What message would you like to send to all Rugby lovers?

CAS :  In these difficult times, first of all, we have to be exemplary in complying with the guidelines of the Health Authorities as the first step to resume our daily activity and, later, training and competition. But before that, without anxieties but with prudence and determination, let us be generous to all who need our help and do not refrain from selfishness so that modern society insists on pushing us.

There are many people in difficulty. Let us be supportive.

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, , , , , April 6, 2020

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